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Questão de Decisão

Questão de Decisão

No trabalho de desenvolvimento web, a incerteza é sempre uma constante. Nós profissionais da área temos que nos preocupar com questões como compatibilidade, desempenho e principalmente estar atento as novidades e tecnologias que surgem a cada dia.
Para se ter uma idéia, o Google (acho que dispensa explicações de que empresa é essa né?) só agora em 2010 parou de dar suporte ao Internet Explorer 6, um navegador lançado no ano de 2001, e nesse ramo nove anos é tempo demais (Para ilustrar o que quero dizer com isso, a presença do IE 6 na internet é como se tivéssemos que nos deparar com algum dinossauro cruzando o quintal de casa).

Essa excelente notícia, infelizmente ainda não significou a extinção total do IE 6. O governo Inglês, por exemplo, já deixou bem claro que esse ano não vai abandonar o Internet Explorer 6 (é verdade amigo!), porque a atualização de seus sistemas baseados na plataforma seria um gasto totalmente inviável no momento.

Então claro, vivemos em uma época aplicações ricas para internet, mas isso além de possibilidades gera também problemas. Todos (antes do orçamento) querem sites e sistemas robustos com visual atraente, mas hoje em dia existem tantas variáveis (muito mais do que a 9 anos atrás) que nosso trabalho tem se ornado cada vez mais árduo e complexo. A linguagem de programação (flash, php, html5…), a resolução do monitor que o projeto será visualizado (1024X768, 800X600…), o navegador (IE6, IE7,IE8, FireFox, Chrome…) são apenas alguns exemplos.

Poucas pessoas sabem que a maneira como os sites são visualizados não é a mesma para todos os navegadores. Isso acontece porque a renderização é diferente, havendo variações significativas inclusive em versões do mesmo navegador (muito comum com os IE´s).

Para tornar a situação ainda mais caótica, não há um padrão entre os navegadores e suas linguagens. Vamos destrinchar essa afirmação!

Dentro da parte visual dos sites existe uma “coisa” chamada CSS (cascade style sheet) ou folha de estilo em cascata. Esse recurso simplesmente é responsável por praticamente toda a parte visual dos sites: cores, tamanhos, posicionamento, etc…

As fotos que vocês podem ver ao lado deste post foram tiradas do site da Marketeria para que vejam como ele fica com e sem o CSS. Deu para sentir a diferença?

Pois é, o problema é que o padrão CSS já se encontra na terceira versão, e a W3C (consórcio responsável pela definição dos padrões de desenvolvimento de sistemas e sites para WEB) não se posicionou ainda nem para como se deve programar e o que pode ou não ser aplicado no CSS na sua SEGUNDA versão.

Sentiram o drama? Então o que temos até agora são usuários com uma infinidade de sistemas operacionais, navegadores diferentes, monitores com resoluções diferentes e pouca ou nenhuma documentação de qual maneira o código deve ser escrito.

Notem que eu falei “de qual maneira o código deve ser escrito”, pois o “como escrever” nós sabemos e sabemos muito bem, obrigado.

Então nesse ponto muitos devem estar se perguntando.. Ta mas, e daí?  Desde que funcione em um navegador, vai funcionar em todos correto? Escolham uma maneira e sejam felizes, oras!

Definitivamente NÃO! Na realidade é exatamente o contrário. Tentando colocar isso de uma forma menos técnica possível, digamos que cada navegador “vê” o código de uma forma diferente pois não existe um padrão definido e pinta (coloca no seu monitor) a forma como ele entende o código escrito.

Temos então o mesmo código sendo “visto” de formas diferentes por cada navegador. E isso acarreta para nós mais tempo de desenvolvimento, testes, atualizações no código para que tudo saia perfeito.

Fica então para o cliente a decisão de colocar a marca de sua empresa nas mãos dos famosos sobrinhos. Pessoas que aprendem o básico (ou nem isso) sem o menor conhecimento de padrões de montagem de códigos que funcione não somente no navegador que ele escolheu, e sim nos vários navegadores do mercado e que justamente pela falta de comprometimento praticam preços nocivos ao mercado.

Kill the nephews!

Jorge Urresta Neto
[email protected]