Não mate uma mídia social, saiba como ela vive

Não mate uma mídia social, saiba como ela vive

De tempos em tempos surgem pessoas prevendo o fim de algum serviço popular.

O Twitter? Vish, ninguém usa mais.
O Instagram? Logo perderá espaço.
O Facebook? Ah, esse é questão de tempo até que os usuários migrem para uma plataforma nova.

E assim prossegue o comboio dos assassinos de mídias sociais.

Inclusive, tem especialista em marketing digital que já deveria estar cumprindo prisão perpétua de tanta mídia social que matou em artigos e análises de mercado.

Diante disso, nós, profissionais da comunicação, eventualmente acabamos entrando nesse jogo, seja pelo fato de já termos visto alguns sites irem do auge ao declínio, como foram o Orkut, MSN, Fotolog, Geocities, ou por acompanharmos de tempos em tempos o surgimento de novas plataformas que explodem com a mesma velocidade que desaparecem, como o PokemonGo e o Sarahah, para citar os mais recentes.

A questão é que, nessa tendência de tentar adivinhar qual mídia social vai “morrer”, é deixado de lado a curiosidade em saber como elas estão sobrevivendo. Cerca de 40% da população mundial usa mídias sociais ativamente, e mesmo assim, sem perceber, direcionamos nossos esforços, recursos e elaboração de conteúdo para poucas plataformas, nas quais acreditamos que é “onde as pessoas estão”.

O Twitter pode ser utilizado como exemplo. Com grandes picos de sucesso e uma enorme quantidade de usuários, ele é, em muitas oportunidades, descartado pelos profissionais da área. Há cinco anos, muitos falavam que ele não duraria nem mais dois anos. Hoje, dizem que irá morrer no ano que vem. E mesmo assim, muitos usuários estão começando a utilizar o serviço e milhões aumentaram o gosto pela ferramenta, que é um medidor de tendência mundial.

E as marcas, que têm suas presenças digitais geridas por pessoas, nem sempre estiveram atentas a isso.

O Snapchat, que muitos acham que foi assassinado pelo Instagram Stories, ainda sobrevive. O Pinterest, que é usado por muitos diretores de marketing e profissionais de comunicação como fonte de referências, têm muitos usuários ativos e apaixonados pela ferramenta. São pessoas, com gostos, necessidades e interesses de consumo, usufruindo de uma mídia social que não é vista como ambiente de negócios pelas marcas.

Até o fim de 2017, haverá mais dispositivos conectados à internet do que pessoas no mundo, o que significa que continuará havendo público online, e esse público, certamente, estará em vários lugares diferentes.

relatorio post
Fonte: Digital in 2017: Global Overview – We Are Social

O relatório acima mostra a quantidade de usuários ativos nas plataformas em janeiro de 2017. É interessante ver que, excluindo os mensageiros, o YouTube é a segunda mídia social mais utilizada do mundo, bem à frente do Instagram. O Facebook, evidentemente, lidera com folga. Ainda assim, há quem diga que estes sites vão morrer em breve.

De fato, talvez qualquer um deles morra amanhã mesmo – para uns, e daqui há 5, 10, 15 anos, para outros.
Vale sempre lembrar que para mais da metade dos brasileiros o Facebook é a mesma coisa que a internet.

E, no fim, a resposta é: Sim, o Facebook vai morrer.
O Instagram, o Twitter e o Youtube também.
Um dia.

Enquanto isso, podemos acompanhar como os seus usuários os mantêm vivos. Melhor ainda, observar quem está nascendo, bem na nossa cara. Pois acredite, tem muita mídia social saindo da maternidade e crescendo sem fazer alarde neste exato momento.

Ou quer dizer que você ainda não conhece o Spark, o Polygram e o Scorp?!

Peterson Fernandes
Peterson Fernandes
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