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Fugindo das nuvens

Fugindo das nuvens

Bem amigos do Markblog.Hoje diretamente do Hotel Tinho em Rio do Sul, vos falo com a sensação de um jornalista enviando dados a redação remotamente.Esse é o primeiro hotel do percurso com banda larga, alias, internet via telefone foi bastante usada.Após mais de 1400km, entre eles cerca de 20% por estradas de terra, lugares inacreditáveis como a Serra do Corvo Branco (foto) e Morro da Igreja em Urubici, Serra do Rio do Rastro, Lages (Cochilha Rica), Morro Agudo em Tangará (perto de Videira)… Ahhh tem muita coisa, não vamos ficar citando.Os pontos altos da maratona foram realmente os pontos altos, realmente altos, to falando de altura e frio (lembrei das nossas mãos congelando e doloridas com a sensação térmica abaixo de 0º no morro da igreja), e por falar em altura chegamos lá graças ao mito a P-A-J-E-R-O (The Legend) agora eu sei por que se chama assim, não teve uma estrada que ela pediu arrego, foi graciosamente ultrapassando rios, porteiras e serras de pedregulhos que exigiram até então a nunca utilizada tração 4×4.A frase “êh mundão veio sem portêra…” foi por água abaixo quando estávamos procurando os corredores de taipas em Lages, corredores de pedras feitos pelos tropeiros para direcionar o muares de RS até SP (Bem globo rural, com direito a guia e acompanhamento da mídia local). Já que cruzamos mais de 10 porteiras no meio do nada, para um lado, campo, para o outro, campo… Às vezes pinheiros…Trêmulos de fome, ao chegar em Lages a noite, fomos avisados de um pneu furado, achar uma borracharia foi mais difícil que achar o morro Agudo, onde nos perdemos por vários Km em estradas de terra.Caçador nos decepcionou, domingo a tarde não encontramos sequer uma padaria aberta para comer dois pãezinhos, tivemos que almoçar em um posto de gasolina que sediava um encontro de carros antigos.É tanta história que poderíamos escrever um livro, claro com fotografias.Vamos aguardar o tempo colaborar, finalizar Rio do Sul e voltar pra a quente e confortável São Francisco do Sul.Ah! Quase esqueci… Sempre quando paramos as núvens param também! Assim não dá… Assim não pode, ficar parado mais de 30min esperando o sol brilhar é sacanagem!

Jorge Urresta Neto
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