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Etapa Litoral Sul Cumprida

Etapa Litoral Sul Cumprida

A semana no Markblog começa com ares de diário de bordo. Coisa que não fazíamos há algum tempo por aqui. Mas isso tem um motivo. Cumprimos mais uma etapa da aparentemente interminável Maratona Fotográfica Unimed. O roteiro desse fim de semana foi o Litoral Sul de Santa Catarina. Pra variar foram diversos episódios peculiares, engraçados e porque não dizer emocionantes. Dificilmente conseguiremos passar para o texto todos os detalhes, mas vamos tentar.Sexta Feira – Por problemas técnicos com a viatura principal decidimos seguir viagem de com o carro do Thiago, o que confesso a vocês me deixou um pouco apreensivo afinal isso significava que ele seria o motorista. Por volta das 14:30, caímos na estrada e após 5 horas de viagem (pareceu muito mais), chegamos em Araranguá, quase extremo sul do estado. Depois do stress da estrada finalmente pudemos sentir aquela sensação bacana de estar conhecendo novos lugares. O dia encerrava em uma casa de massas bem aconchegante a somente 3 quadras do hotel. Bem alimentados procuramos dormir o quanto antes pois o dia seguinte prometia ser bem puxado.Sábado – Conforme planejado, a equipe levantou da cama bem cedo e dessa vez São Pedro colaborou. O primeiro destino era o rumo ao morro dos conventos, cartão postal da cidade. Como o dia ainda estava amanhecendo a vegetação ao longo da estrada estava com uma fina camada de gelo proveniente da fria noite que acabara de passar, o que deu um ar bem poético para a paisagem e nos deixou ainda mais empolgados para começar a fotografar.Chegando lá deu pra entender porque o Morro dos conventos é o cartão postal da cidade. Formações rochosas enormes bem próximas do mar separadas por dunas incrivelmente brancas. Aliás dunas estas que estavam sediando uma etapa do campeonato catarinense de Sand Board. Essa combinação rendeu boas fotos de paisagem e de ação.De lá seguimos para a boca do rio Araranguá, com suas águas impressionantemente azuis. Como  estamos na época da pesca da tainha, a bela paisagem estava repleta de pescadores, o que deu um tempero a mais para as nossas fotos.Não poderia deixar de citar que a maioria deste trecho foi percorrido sob a areia do mar, no meio das gaivotas e tudo. Ali o carro do Thiago provou que é igualmente guerreiro e também chega aonde os outros não chegam!!Ainda empolgados com o excelente resultado obtido na parte da manhã, fizemos um rápido pit stop para almoçar, descarregar o primeiro lote de fotos no computador para liberar os cartões de memória e seguimos para Criciúma. Cidade muito bem desenvolvida, porém totalmente voltada atividade industrial, o que gerou alguma dificuldade para definir o que seria fotografado. Mas a equipe estava munida de bastante material de consulta além de ser bem criativa. No meu ponto de vista, nos saímos bem.O plano inicial previa pernoite no sábado em Criciúma, mas como já havíamos cumprido esse itinerário, seguimos para o Farol de Santa Marta. Depois de uma breve perca de rumo, encarar a balsa da travessia e mais 20 Km de estrada de chão finalmente chegamos.O Farol de Santa Marta, definitivamente é bem rústico (um pouco demais pro meu gosto) como suas casas, restaurantes e ruelas!!! Mas é exatamente isso que somado a existência do próprio farol tornou o lugar famoso. Quem quer paz e sossego, é uma excelente pedida!Como estávamos bem cansados de todas as atividades do Sábado inteiro, o cronograma foi praticamente o mesmo da noite anterior. Procuramos algum lugar pra comer e depois capotamos. Aliás o Thiago antes de dormir ainda tinha gás pra fazer algumas noturnas do farol, buscando o facho de luz.Domingo – Caímos da cama ainda mais cedo que no dia anterior, e novamente valeu a pena. Ver o sol nascendo naquele local não tem preço! Caminhando no meio das pedras, éramos somente nós e os pescadores. Detalhe para a simpática exibicionista cadelinha da raça Sharpei que apareceu do nada pra pastorear por todo o campo enquanto caminhávamos pelo morro em volta do farol.Satisfeitos com a quantidade e a qualidade dos registros retornamos para o hotel para tomar o café da manhã (acordar cedo da uma fome que vocês não acreditam).Ao deixar a pousada, imaginando que ali não seria feito mais nenhum registro nos deparamos com a “puxada” de uma enorme rede de pesca na beira da praia. Cerca de 40 homens puxavam a rede (quem ajuda ganha peixe, é quase um código de honra), e logo diversos curiosos estavam presentes para no mínimo dar um apoio moral ou quem sabe garantir o almoço de domingo. Difícil calcular a quantidade de peixes que rendeu (Dos que eu conheço e reconheci tinha de tainha até Arraia).Com a etapa do Farol de Santa Marta cumprida com louvor, seguimos para o conglomerado de praias que viria, Imbituba onde acontece a etapa brasileira do WCT (Campeonato Mundial de Surf), Taquaras, Garopaba, Silveira, Ferrugem e Rosa.Chamou a atenção o “Surf Way of life” que esses lugares adotam e trabalham isso muito bem em seu benefício. Esses sim sabem o equilíbrio exato do rústico com a estrutura necessária para receber os turistas. Só da pra comentar uma coisa desta seqüência: Uma praia melhor que a outra.As 14:00h estávamos deixando o rosa e a fome já tava negra. Planejávamos almoçar de frente para a praia, mas descobrimos que restaurante aberto no Rosa, fora de época, é coisa rara. Paramos na única opção que surgiu (esperar mais estava fora de cogitação). O cardápio era o popular PF, mas delicioso e muito bem servido.Bem alimentados seguimos para o último destino. Finalmente eu conheci a tal da Guarda do Embaú. A exemplo do Farol de Santa Marta, é mais uma opção pra quem procura sossego um bom contato com a natureza e uma bela praia.Assim encerra esse extenso porém necessário diário de bordo! Agora só falta o Oeste, pra poder dizer que realmente definitivamente fotografamos o Estado inteiro!

Jorge Urresta Neto
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