Loader

Diário de Bordo MarkEurotrip – We’ll always have Paris

Diário de Bordo MarkEurotrip – We’ll always have Paris

E nosso último dia em Paris chegou!
Hoje a mari sugeriu que eu escrevesse o texto pois sou a dramática da dupla.

Como arrumamos a mala na noite anterior (leiam essa parte ao som de “we are the champions”, pois não foi nada fácil fechar nossas malas), acordamos cedo na segunda-feira só para tomar banho e logo já aproveitar o que nos restava do dia. Fizemos o check-out e deixamos nossas malas na recepção do hotel.

Aproveitamos para torrar os últimos euros que nos restavam, então fomos em busca de roupas maravilhosas e baratas. Encontramos a Forever 21 em Paris e só digo que a Mari teve que me segurar literalmente para eu não comprar tudo da loja. Depois de provar milhões de roupas, finalmente conseguimos sair com sacolas pesadas e discretíssimas em rosa neon. Passeamos pelas ruas sempre charmosas de Paris e paramos em um café para almoçar. Baguettes, chocolate quente e refrigerante (que pra variar estava só refrigerado, nunca entenderemos por que não existe nada gelado de verdade por lá). Mais alguns presentinhos comprados e voltamos para o hotel para buscar nossas malas e tentar realizar o milagre de enfiar as novas compras nas malas.

Tudo sob controle! De malinhas prontas (e com o dobro de coisas do que na ida), nos despedimos do hotel e fomos andar de metrô pela última vez até o aeroporto. Lembrando da cena não consigo definir se foi cômico ou trágico nós duas empurrando as malas enormes pelo metrô. Os franceses, ao contrário do que muitos nos falaram, foram super queridos e receptivos nos ajudando a levar a mala em alguns pontos onde não haviam escadas rolantes. Que fique claro que foram só em alguns pontos e as duas sedentárias aqui estão com dores nos braços de carregar todo aquele peso. Depois da viagem mais longa de metrô que já enfrentamos, conseguimos pegar o trem até o aeroporto Charles de Gaulle.

Obviamente o aeroporto era do tamanho de Araquari e não sabíamos em qual ponto descer, muito menos em qual terminal ficava a Tam, pois nossa passagem de volta foi trocada e não estávamos com ela em mãos. Mas eis que surge um brasileiro (sim, estamos em todas as partes) que estava ouvindo nosso desespero em português e resolveu nos ajudar pois também estava indo para o mesmo portão de embarque. Dica: nunca esqueçam que existem brasileiros em todo lugar. Não é só porque você só escuta francês que não estão entendendo o que você está falando. Mari que sabe disso, né? Hahaha

Após muitas horas de voo, soninho, filminhos, horas de espera em Guarulhos e mais um voo para Curitiba, fomos recepcionadas no Afonso Pena por mamãe Cibele e pai Mário. E cá estamos, na Joinville chuvosa que conhecemos tão bem. Afinal, viajar é maravilhosa, mas voltar pra casa também é muito bom, ainda mais de uma viagem tão inesquecível como essa.

Ao escrever esse último diário de bordo, sinto uma imensa alegria misturada com uma saudade antecipada. Lembrar dos dias que vivemos nessa última semana é sensacional, ao mesmo tempo que chega a ser inacreditável. A experiência de sair do país pela primeira vez e ter que nos virar completamente sozinhas em um lugar novo foi muito melhor do que algum dia conseguimos imaginar, e começamos por uma das cidades mais lindas do mundo. Paris é maravilhosa. Andar de metrô naquela cidade é maravilhoso. Andar com as pernas doendo e o pé com bolhas para conhecer novos pontos da cidade é maravilhoso. As pessoas da cidade são maravilhosas (e fogem do estereótipo de que franceses não gostam de turistas ou não gostam de ajudar alguém que não fale a língua deles). Se pudéssemos colocaríamos muitas pessoas que conhecemos por lá em um potinho para deixar na estante, só pra ter a recordação de como nos trataram bem, ainda que fosse com uma simples informação respondida com carinho. A cidade respira cultura e história. Estar em pontos turísticos que já vimos tantas vezes em filmes, livros ou na internet foi algo que não coube em nós. Perdemos as contas de quantas vezes olhamos uma pra outra pra perguntar: a gente realmente tá aqui? Tá acontecendo de verdade? E sim, aconteceu, e não poderia ter sido mais lindo. Descobri que sou perdidamente apaixonada por Paris. Londres também é maravilhosa e nos deixou com o gostinho de quero mais. Com certeza vamos voltar para passar mais tempo por lá. A mari eu acredito que vá morar lá, já combinamos que eu morarei em Paris e ela em Londres para que a gente possa se visitar sempre (Mamãe Cibele ainda preparou uma surpresa em casa pra me fazer sentir ainda mais saudade. Uma parede de Londres e de Paris com os pontos turísticos e os lugares onde passei os melhores dias!). Ter que voltar só foi confortante por saber que com certeza um dia iremos voltar (Mari não conseguiu fazer mais comentários pois: está chorando de saudade).

Enfim, apenas uma certeza ficou: conheceremos muitos lugares novos pelo mundo, e vamos nos apaixonar por cada um deles de diferentes maneiras, mas Paris sempre vai ser a primeira. Aquela que nos despertou a vontade de explorar o resto do mundo.

E como diria Rick em Casablanca:
“We’ll always have Paris”.

Jorge Urresta Neto
[email protected]