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Alcalinas

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Depois de mais um final de semana na estrada estamos novamente diante de nossos monitores garimpando o resultado fotográfico do final de semana. Começando…Sexta e Sábado tivemos aulas com a Prof. Dra. Simonetta Persichetti na Pós de fotografia na UNIVALI, após horas ouvindo e discutindo sobre fotografia,  pensei estar pirando (o que não aconteceu) após a aula dela, mais uma vez descobri que o ato de apertar o botão é o menos importante.Rumo a Blumenau, a tarde de sábado não colaborou céu fechado e crepúsculo “chocho”.   Fomos dormir.Acordamos cedo, as seis e nada, céu fechado, então dormimos de novo, é horrível acordar e dormir, dormir e acordar cansa mais do que acordar e ficar vendo TV.Saímos do Hotel em direção ao Museu da Água, literalmente abrimos o local, depois paramos no Bier Garden. Em seguida fomos até a beira-rio, difícil foi encontrar um ângulo que mirássemos e não sujássemos nossos sensores com anúncios ou prédios.Andamos vários kms a pé percorrendo, vai e volta, sob um sol de rachar, obtivemos algumas imagens e seguimos. Nosso objetivo é um pouco acadêmico, se a fotografia contemporânea fosse nosso objetivo teríamos um prato cheio.Finalizado os trabalhos em Blu, seguimos para BruXque (adaptação ao sotaque local). Chegando na cidade o primeiro destino foi o Parque Zôo Botânico, onde o objetivo era  fotografar o teleférico. Estaciona o carro, sobe morro, fala com o tiozinho, paga R$6,00, dá informações pro tiozinho sobre a barcaça que AINDA está virada aqui na nossa baía, e quando chegamos no dito cujo… tava em manutenção. Valeu pra dar um oi para os babuínos, outros macacos como o prego e sagüi (o prego pareceu muito esperto ao bater uma fruta no chão para comê-la). Descemos o morro e fotografamos Prefeitura e Fórum, mas infelizmente pedaços grandes de algodão cobriam a imensidão azul, o que não inviabilizou a missão.Seguindo o roteiro, fomos até a Ponte Estaiada (bela obra de engenharia), porem seus arredores não eram tão belos assim o que polui vários ângulos. Procuramos por outro parque (que agora não lembro o nome) sem sucesso, perguntamos, mas ninguém conhecia. Ninguém mesmo!Já exaustos, seguimos novamente para Blumenau, pois até Maio pegar a 101 durante o período de obras na ponte de navegantes é um exercício de paciência tamanho elefante.Planejávamos pegar o crepúsculo em Blumenau com uma passada na Vila Itoupava. Porém mais uma vez o tempo começava a ficar nublado, o que nos obrigou a seguir adiante. O combustível estava pelas gotas, tanque vazio e nós apavorados, o Jorge economizando, ponto morto nas descidas, chegamos em Massaranduba, achamos o posto mas estava fechado, quando pensamos estar prestes a ficar pelo caminho, eis que aparece um posto.Pronto, domingo acabou o tempo que já estava ruim fechou de vez. Não satisfeitos e inquietos dentro do carro, ainda pensamos fazer a tão sonhada foto no viaduto da 101 (esse é um desejo antigo da equipe, uma foto com longa exposição para sumir os carros durante o entardecer).Mas quem disse que tínhamos energia?

Jorge Urresta Neto
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